Como terra seca

Como terra seca
Sedenta por água
Me volto para Ti

Pelo frescor da Tua voz
Pelos rios que correm de Ti
Minha alma se dessedentará

Mais que uma rotina
Mais que uma necessidade
Mais importante que o ar
Mais vital que as batidas do meu coração
Tais, são para mim, Tuas palavras, Tua presença, Tua amizade, Tua voz

Como terra seca
Sedenta por água
Meu ser clama por vida
Minha vida morre sem a vida Tua

Deixa-me ver, ao menos que, de costas seja
O brilho do Teu rosto
Deixa-me, no silêncio da manhã, ouvir, os sons dos teus passos,
As batidas do teu coração.

Como terra seca
Sedenta por água
Venho a Ti, me encontro em Ti
VIVO EM TI.

Hábitos que transformam

Ricardo Barbosa de Sousa

Em 1989, o reverendo John Stott veio ao Brasil para falar num dos congressos da VINDE — Visão Nacional de Evangelização. Depois de uma de suas palestras, nos reunimos para conversar com ele. Era um grupo pequeno de jovens pastores, sentados em torno de um dos maiores expositores bíblicos da nossa geração, perto de completar 70 anos. A conversa seguiu animada. Ele nos deu liberdade para perguntas pessoais e, entre outras, não faltaram aquelas sobre o porquê de não se casar.

Porém, de todas, guardei apenas a resposta que ele deu quando lhe perguntaram sobre a razão do seu longo ministério tão frutífero. Ele respondeu: “Leio a Bíblia e oro todos os dias, vou à igreja todos os domingos e nunca falto à celebração da Eucaristia”. A resposta foi surpreendente por sua simplicidade.

Sabemos que ler a Bíblia e orar todos os dias, ir aos cultos e participar da Ceia nunca foram, por si só, sinais confiáveis de espiritualidade, muito menos um caminho seguro para a maturidade. Muitas pessoas fazem isso por puro legalismo. Por outro lado, sabemos também que não fazer nada disso é um caminho seguro e certo para o fracasso espiritual.

O doutor James Houston, criticando o abandono da leitura devocional em nossos dias por uma literatura funcional e pragmática, afirma: “Os hábitos de leitura do chiqueiro não podem satisfazer a um filho e aos porcos ao mesmo tempo”. Ao usar a imagem da Parábola do Filho Pródigo, ele nos chama a atenção para o risco de nos acostumarmos com a vida do chiqueiro. Para Houston, as práticas devocionais nos ajudam a perceber que existe algo maior e mais excelente na vida de comunhão com o Pai.

O reverendo A. W. Tozer (1897-1963) escreveu um artigo afirmando que “Deus fala com o homem que mostra interesse”, e que “Deus nada tem a dizer ao indivíduo frívolo”. Mais do que cultivar o hábito de ler a Bíblia, orar e participar do culto, o que na verdade fazemos quando cultivamos estas práticas devocionais é demonstrar o interesse vivo que temos por Deus e por sua Palavra.

Da mesma forma como a vida necessita do básico (ter o suficiente para comer e vestir, onde descansar), a natureza da vida espiritual repousa sobre o que é essencial (Bíblia, oração, comunhão, adoração e missão). São esses hábitos básicos que nos colocam no lugar onde podemos experimentar a graça de Deus e crescer.

Há hoje muita oferta para a vida e para a espiritualidade. A sedução do supérfluo despreza o essencial. Vivemos o grande perigo de negar o básico, achando que podemos experimentar a graça de Deus e provar sua bondade e amor sem nos aquietar e deixar que sua Palavra molde nosso caráter, que a oração fortaleça nosso espírito e que a comunhão nos sustente em nossa identidade como povo de Deus.

As disciplinas espirituais básicas cultivadas pelo reverendo Stott ao longo de sua vida formaram seu caráter como cristão. Nada pode substituir a prática diária da oração nem a leitura devocional das Escrituras. Nada substitui o valor do culto comunitário nem o mistério da Eucaristia(ceia). O cultivo destas disciplinas requer de nós não apenas tempo e perseverança, mas também humildade e coragem para sermos transformados pelo poder de Deus.

Deus não nos chamou para a realização pessoal, mas para a comunhão pessoal e íntima com ele e o próximo. Deus não nos chamou para sermos operários agitados do seu reino, mas para amá-lo e amar ao próximo de todo o coração. Os hábitos devocionais libertam-nos da “normalidade” do chiqueiro e nos transportam para uma existência de comunhão com Deus que enobrece a vida. São estes hábitos que preservam nossos olhos voltados para o alto, para que, aqui na terra, nossa existência ganhe a grandeza dos ideais divinos.

As práticas devocionais fazem parte do processo formativo da alma diante de Deus. Precisamos cultivá-las a fim de permanecermos em sintonia com o reino de Deus, que molda o nosso caráter em Cristo. É a palavra de Deus que devolve a vida aos “ossos secos” da agitação moderna.

• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.

Em novembro de 1989, o mundo mudou. O Muro de Berlim, símbolo mais visível de uma divisão entre o Oriente e o Ocidente, foi derrubado enquanto as pessoas afirmavam seu desejo pela liberdade.

O fundador da Portas Abertas, Irmão André, acompanhou as consequências vividas pelos cristãos no país, desde a inauguração do Muro, em 1961 até sua queda.

A Igreja Sujeita ao Comunismo

O Muro de Berlim foi inaugurado em 13 de agosto de 1961. O fundador da Portas Abertas, Irmão André, foi um dos primeiros a passar por um dos postos de controle, Charlie. Ele tem uma lembrança vívida do impacto do Muro: “A multidão de refugiados sujeita a regras comunistas parou durante a noite. Não havia saída, ninguém podia escapar. O resultado foi uma onda de suicídios, incluindo alguns pastores evangélicos. Eles perderam a esperança”.

Havia um claro confronto ideológico e de valores. Um pensador comunista disse: “A responsabilidade do comunismo é ser militante ateu, um lutador ativo para a pureza da ideologia soviética e para uma erradicação completa do preconceito religioso”.

Além disso, havia um regime baseado em um controle rígido. A Igreja estava isolada e vivia sob ameaças. O colega do Irmão André, Johan Companjen, explica: “Os comunistas não toleravam os cristãos. Os cristãos caíram totalmente no abandono. Um pastor na Hungria disse: ‘Ninguém sabia onde eu estava, nem mesmo a minha família. Obrigado por vir’. Então, ele chorou muito. A polícia tinha fechado a igreja dele e o levado preso”.

Mas, apesar das ameaças, detenções e prisões, o Irmão André diz que a Igreja mostrou força.

Ele nunca gostou do termo “Igreja clandestina” e explica: “Um cristão verdadeiro não pode ser clandestino, a Igreja não pode ser clandestina – ela foi chamada para proclamar ousadamente o evangelho e não para ser intimidada pelo inimigo”.

A origem da Portas Abertas veio da determinação do Irmão André em fortalecer a Igreja Perseguida. Ele começou a fazer várias visitas, levando Bíblias através do posto de controle, orando para que os guardas não o vissem com elas e, pedindo para que Deus os “cegassem” quando ele passasse.

Centenas de milhares de Bíblias foram entregues. Sua convicção era que os cristãos que viviam sob este tipo de pressão precisavam de encorajamento e da força que podia ser encontrada na Palavra de Deus.

Ele comentou: “A Igreja Perseguida tem muito mais a nos ensinar do que nós a ela. Olhar o modo como eles perseveraram sob oposição, amar a Deus e perdoar àqueles que os torturavam é algo que nós precisamos aprender e a nossa sociedade também”.

FLEXA NO MY SPACE

DSC04770

ESSE AI COMIGO É MEU PRECIOSO AMIGO FLEXA. AGORA VC JÁ PODE CURTIR ALGUMAS CANÇÕES DELE.

ELE ESTÁ NO MY SPACE:

http://www.myspace.com/filipeflexa

O BRADO DO AMALDIÇOADO

Moda e Evangelismo

Para saber mais sobre a Virá acesse: http://usevira.worpress.com

Marcianos, venusianos e a Igreja

Este texto foi escrito pelo meu amigo e companheiro de trabalho Anderson Paz. Originalmente foi publicado em seu blog: http://andersonpaz.wordpress.com

Agora, ao enviar seu texto para a coluna “palavra do leitor” da Revista Ultimato, teve seu texto publicado no site dessa importante revista cristã.

Quero aqui parabenizá-lo pelo seu crescimento e empenho.  Textos profundos e simples, enraizados na verdade do evangelho tem edificado o corpo de Cristo: a Igreja.

Se quiserem conferir o texto no site, o link é o seguinte: http://www.ultimato.com.br/?pg=mural&local=mural_show&util=1&registro=2105

O texto segue tambem neste Post.

Marcianos, venusianos e a Igreja

Em Efésios 2:19, Paulo nos lembra de uma verdade que nunca deve ser esquecida: somos membros da família de Deus. João também nos lembra disso, quando declara que a todos os que receberam a Jesus lhes foi dado o poder de se tornarem filhos de Deus (João 1:12).

Já em Gênesis encontramos indícios de que Deus, com a criação do homem, pretendia formar uma família que expressasse Seu caráter, para o louvor da Sua glória. Criou o homem à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26). E, como Ele não criou ninguém para a solidão (Salmo 68:6; Provérbios 18:1), fez homem e mulher (Gênesis 1:27), e deu a ordem para que se multiplicassem e enchessem a Terra.

Sabemos que o homem se desviou desse propósito. O fato do primeiro homicídio ter sido cometido entre irmãos é emblemático e demonstra, com toda clareza, como o pecado interferiu no propósito de Deus em formar uma família. Em vez de filhos de Deus, os homens se tornaram filhos da ira e da desobediência (Efésios 2:3, 4) e filhos do inferno (Mateus 23:15), merecedores da morte e do castigo (Romanos 6:23). A terra se encheu de maldade, violência, perversidade. “Não há um justo, nenhum sequer” (Romanos 3:10).

Contudo, diante de tudo isso, Deus não desistiu da raça humana. Ele não partiu para um plano B. O pecado do homem, por mais terrível que seja, não é suficiente para fazer com que Deus desista do Seu propósito com o homem e partisse para criar os marcianos ou os venusianos, e começasse um novo propósito com eles. O propósito de Deus com o homem manteve-se de pé. Por isso, desde o início providenciou um retorno para o homem, através de Jesus: caminho, verdade e vida.

Portanto, todos os que passam por esse Caminho, estão retornando ao propósito. Ao se arrependerem, deixam o estado de rebelião e se rendem ao Reino que já é chegado: o Reino de Deus.

A Igreja, não como instituição, mas enquanto comunidade daqueles que, por meio de Jesus, se tornaram filhos de Deus, nada mais é do que o propósito de Deus resgatado e no caminho de sua completa realização. É a humanidade redimida, regenerada, que descobre o que é ser humano de verdade, pois a verdadeira humanidade consiste em expressar a imagem do Criador. A Igreja é a concretização do que Deus queria com a humanidade desde o princípio.

A Igreja está a caminho desse propósito. Jesus disse que a edificaria, e isso quer dizer que a obra ainda não está completa. Paulo disse que estava trabalhando para apresentar a Igreja uma virgem pura a Cristo (2 Coríntios 11:2) e todo homem perfeito em Cristo Jesus (Colossenses 1:27,28)

Ao pensar sobre a Igreja (e não as igrejas-instituições), vejo que dentre as coisas que existem sobre a Terra, ela é o que existe de mais precioso. Afinal, ela é a família do Pai, e por isso não pode ser tocada pelo maligno (I João 5:18) e nem é vencida pelo mundo (I João 5:4). Do Filho, ela é o Corpo. Portanto, existe uma união tão grande entre Cristo e a Igreja, que Paulo, quando perseguia a Igreja, estava perseguindo o próprio Senhor (Atos 9:4). Receber a Igreja em sua casa, é receber o próprio Senhor (”Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” – Mateus 18:20). A Igreja também é a noiva de Cristo, e Ele é o principal interessado em guardar a honra e a dignidade de sua noiva.

Do Espírito Santo, a Igreja é Templo, Santuário construído por pedras vivas que somos nós (1 Pedro 2:4). Portanto, ao lidarmos com a Igreja, deveríamos, com temor, nos lembrar das palavras de Paulo: “Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado” (1 Coríntios 3:17).

Poderia dedicar esses espaço para falar muitas outras coisas sobre a Igreja. Contudo, o que já vimos já é suficiente para me fazer enxergar que, mesmo diante de decepções e frustrações em relação às igrejas-instituições, e ainda que eu encontre problemas no meio da verdadeira Igreja (família de Deus), ainda assim ela é a coisa mais preciosa que eu poderia encontrar sobre a Terra, e por ela vale a pena gastar e se deixar gastar (I Coríntios 12:15). Por causa dos filhos de Deus, vale a pena suportar tudo (II Timóteo 2:10), pois um dia, o Senhor Jesus receberá sua noiva gloriosa.

Enquanto Deus não criar marcianos, é pela Igreja, a humanidade redimida, que tenho que lutar.

Publicado originalmente no blog andersonpaz.wordpress.com

Por: Anderson E Souza Paz
Curitiba – PR
Participações: 1 [ver]

Sinais no Homem Espiritual

A. W. TOZER

O conceito de espiritualidade varia entre os diversos grupos cristãos. Em alguns círculos, a pessoa que fala incessantemente de religião é julgada como sendo muito espiritual. Outros aceitam a exuberância ruidosa como um sinal de espiritualidade, e em algumas igrejas, o homem que ora em primeiro lugar, por mais tempo e mais alto consegue uma reputação de ser o mais espiritual na assembléia. Um testemunho vigoroso, orações freqüentes e louvor em voz alta podem entrosar-se perfeitamente com a espiritualidade, mas é importante entendermos que em si mesmos eles não constituem nem provam a presença da mesma. A verdadeira espiritualidade manifesta-se em certos desejos dominantes. Eles são desejos sempre presentes, fixos, suficientemente poderosos para dominar e controlar a vida da pessoa. Para facilitar, vou mencioná-los, embora não me esforce para decidir sua ordem de importância.

1. Primeiro, o desejo de ser santo em lugar de feliz. A busca da felicidade, tão difundida entre os cristãos que professam uma santidade superior e prova suficiente de que tal santidade não se acha presente. O homem verdadeiramente espiritual sabe que Deus dará abundância de alegria no momento em que possamos recebê-la sem prejudicar nossa alma, mas não exige obtê-la imediatamente. John Wesley falou a respeito de uma das primeiras sociedades metodistas da qual duvidava terem seus membros sido aperfeiçoados em amor, pois iam à igreja para apreciar a religião em lugar de aprender como tornar-se santos.

2.O indivíduo pode ser considerado espiritual quando quer que a honra de Deus avance por meio de sua vida, mesmo que isso signifique que ele mesmo tenha de sofrer desonra ou perda temporárias. Um homem assim ora: “Santificado seja o teu nome”, e acrescenta baixinho: “Qualquer seja o custo para mim, Senhor”. Ele vive para honrar a Deus, através de uma espécie de reflexo espiritual. Cada escolha envolvendo a glória de Deus, para ele já está feita antes de apresentar-se. Não é necessário que debata o assunto em seu íntimo, pois nada há a discutir. A glória de Deus é necessária para ele; ele a aspira como alguém sufocando-se aspira o ar.

3.O homem espiritual quer carregar a sua cruz. Muitos cristãos aceitam a adversidade ou a tribulação com um suspiro e as chamam de sua cruz, esquecendo de que tais coisas podem acontecer tanto a santos como a pecadores. A cruz é aquela adversidade extra que surge como resultado de nossa obediência a Cristo. Esta cruz não é forçada sobre nós; nós voluntariamente a tomamos com pleno conhecimento das conseqüências. Nós decidimos obedecer a Cristo e fazendo essa escolha, decidimos carregar a cruz. Carregar a cruz significa ligar-se à Pessoa de Cristo, ser fiel à soberania de Cristo e obediente aos seus mandamentos. O indivíduo espiritual é aquele que manifesta essas características.

4. O cristão espiritual é também aquele que tudo observa sob o ponto de vista de Deus. A capacidade de pesar tudo na balança divina e dar-lhes o mesmo valor dado por Deus, é o sinal de uma vida cheia do Espírito. Deus olha para tudo e através de tudo ao mesmo tempo. Seu olhar não repousa sobre a superfície mas penetra até o verdadeiro significado das coisas. O cristão carnal olha para um objeto ou uma situação, mas pelo fato de não ver através dela fica entusiasmado ou deprimido pelo que vê. O homem espiritual tem capacidade para ver através das coisas como Deus vê e pensar nelas como Ele pensa. Ele insiste em ver tudo como Deus vê, mesmo que isso o humilhe e exponha a sua ignorância até o extremo de fazê-lo sofrer.

5. Outro desejo do homem espiritual é morrer retamente em lugar de viver no erro. Um sinal seguro do homem de Deus amadurecido é de sua despreocupação com a vida. O cristão terreno, consciente do corpo, olha para a morte com terror no coração; mas à medida que continua vivendo no Espírito torna-se cada vez mais indiferente ao número de anos que vai viver aqui embaixo, e ao mesmo tempo cuida cada vez mais do modo como vive enquanto está aqui. Não irá comprar alguns dias extra de vida ao custo da transigência ou fracasso. Quer acima de tudo ser reto, e fica feliz em deixar que Deus decida quanto tempo deve viver. Ele sabe que pode morrer agora que está em Cristo, mas sabe que não pode agir erradamente, e este conhecimento torna-se um giroscópio que dá estabilidade aos seus pensamentos e seus atos.

6.O desejo de ver outros progredirem com sua ajuda é outro sinal do homem que possui espiritualidade. Ele quer ver outros cristãos acima de si e fica feliz quando estes são promovidos e ele negligenciado. Não existe inveja em seu coração; quando seus irmãos são honrados fica satisfeito, por ser essa a vontade de Deus e essa vontade é seu céu na terra. O que é agradável a Deus lhe dá também prazer, e se for do agrado de Deus exaltar outrem acima dele, satisfaz-se com isso.

7.O homem espiritual faz no geral juízos eternos e não temporais. Pela fé supera o poder de atração da terra e o fluxo do tempo e aprende a pensar e sentir como alguém que já deixou o mundo e foi juntar-se à imensa companhia dos anjos e à assembléia e igreja dos primogênitos arrolados nos céus, Um homem assim preferiria ser útil e não famoso, servir em lugar de ser servido.

Tudo isto se realiza pela operação do Espírito Santo que nele habita. Homem algum pode ser espiritual por si mesmo. Apenas o Espírito da liberdade pode tornar o homem espiritual.

O VENTO

GOSTO DE REFLETIR SOBRE ESSA LETRA…

O vento sopra onde quer,
ninguém sabe de onde ele vem
E nem para onde ele vai no seu caminho…

Se vai dar ondas ao mar,
levar a jangada a pescar
Ou se vai fazer trabalhar o moinho…

Assim também viverá
aquele que quiser andar
ao lado de Deus e fazer Sua vontade…

Hoje estará por aqui,
quem sabe amanhã vai partir,
Mas onde estiver é feliz de verdade…

Agradecido em tudo,
sabendo que Deus é Maior
que a vontade dos homens e
todas as forças do mundo…

E seu amor mais claro
que a estrela do céu,
mais doce que um favo de mel
E mais que o abismo do mar,
é profundo…

O vento sopra onde quer,
ninguém sabe de onde ele vem,
e nem para onde ele vai no seu caminho…

Assim também viverá aquele que a Deus se entregar
E nunca, jamais, vai andar tão sozinho…

(João Alexandre)

Simão e a Cruz

Nós não somos como Simão Cirineu, homem que passava no momento em que levavam Jesus para ser crucificado o qual constrangeram e “puseram-lhe a cruz sobre os ombros, para que levassem após Jesus.” (Lucas 23:26).

A cruz, centralidade do cristianismo, nunca foi ou deve ser algo que nos é imposto, que carregamos constrangidos e obrigados como se não houvesse opção de escolha. O chamado de Jesus para tomarmos a nossa cruz e segui-lo é feito àquele que quer, àquele que quer perder a sua vida para dar um sentido verdadeiro a ela, àquele que voluntariamente se rende ao domínio de Jesus e encontra, nesta livre escravidão, razão para a sua vida.

Próxima Página »